Fórum Brasil Imperial

Fórum dedicado a juntar o Movimento Monarquista do Brasil.
 
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 Criação de um canal no Youtube

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Pedro Paulo
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MensagemAssunto: Criação de um canal no Youtube   Seg 28 Jan 2013 - 20:22

Olá confrades,

No grupo Monarquia Parlamentar & Família Imperial (Monarchy) do Facebook foi sugerido diversas vezes a criação de um canal no Youtube para esclarecer muitos dos mitos criados contra a Monarquia, além de englobar assuntos pertinentes à restauração.
Não é uma tarefa fácil por se tratar da restauração da monarquia no Brasil, quase todo o material tem de ser criado por nós, muita pouca coisa pode ser aproveitada de outros movimentos ao redor do mundo - afinal, é muito mais fácil legendar -. Portanto precisamos de muita organização antes de tentarmos algo.

O que eu imagino, inicialmente, são vídeos curtos com 5 minutos, talvez 10. Contando de uma maneira bem didática os acontecimentos mais relevantes de nossa história, como a Questão Christie.
É evidente que alguns assuntos necessitarão de mais tempo que outros, e o tempo pode ser extrapolado.

Além disso poderíamos fazer debates (pelo skype ou google hangouts) entre os próprios membros sobre questões relevantes.

Se a ideia for para frente, precisaríamos de pessoas para escrever os textos, para lê-los e se possível - e esta é a parte mais difícil de encontrar - alguém que consiga fazer animações, o vídeo ficaria mais atrativo. Se não dispusermos de alguém para esta tarefa, uma apresentação de slides seria suficiente.
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Victor Britto Camello
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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Seg 28 Jan 2013 - 21:07

Pedro Paulo escreveu:
Olá confrades,

No grupo Monarquia Parlamentar & Família Imperial (Monarchy) do Facebook foi sugerido diversas vezes a criação de um canal no Youtube para esclarecer muitos dos mitos criados contra a Monarquia, além de englobar assuntos pertinentes à restauração.
Não é uma tarefa fácil por se tratar da restauração da monarquia no Brasil, quase todo o material tem de ser criado por nós, muita pouca coisa pode ser aproveitada de outros movimentos ao redor do mundo - afinal, é muito mais fácil legendar -. Portanto precisamos de muita organização antes de tentarmos algo.

O que eu imagino, inicialmente, são vídeos curtos com 5 minutos, talvez 10. Contando de uma maneira bem didática os acontecimentos mais relevantes de nossa história, como a Questão Christie.
É evidente que alguns assuntos necessitarão de mais tempo que outros, e o tempo pode ser extrapolado.

Além disso poderíamos fazer debates (pelo skype ou google hangouts) entre os próprios membros sobre questões relevantes.

Se a ideia for para frente, precisaríamos de pessoas para escrever os textos, para lê-los e se possível - e esta é a parte mais difícil de encontrar - alguém que consiga fazer animações, o vídeo ficaria mais atrativo. Se não dispusermos de alguém para esta tarefa, uma apresentação de slides seria suficiente.

Uma coisa que queria era que a FI fizesse videos no Youtube regulares sobre os vários assuntos da atualidade. Mostrar que o movimento não está preso ao passado. E creio que quem deveria fazer isso é um dos Antoninos, não a Chefia, pois eles são o futuro da FI.
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Pedro Paulo
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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Seg 28 Jan 2013 - 22:30

Um canal no Youtube oficial da FI seria muito bom, mas ainda poderíamos fazer vídeos direcionados a esclarecimentos históricos, há muita coisa mal ensinada por omissão, além de vários professores deixarem os alunos inferirem as informações sem as devidas premissas.

Esclarecer com vídeos curtos alguns tópicos importantes seria muito bom para a causa monárquica.
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Victor Britto Camello
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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Seg 28 Jan 2013 - 23:26

Pedro Paulo escreveu:
Um canal no Youtube oficial da FI seria muito bom, mas ainda poderíamos fazer vídeos direcionados a esclarecimentos históricos, há muita coisa mal ensinada por omissão, além de vários professores deixarem os alunos inferirem as informações sem as devidas premissas.

Esclarecer com vídeos curtos alguns tópicos importantes seria muito bom para a causa monárquica.

Seria mesmo. Se eu fizesse videos relacionados, conhece alguem que editaria e deixaria em uma forma boa?
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Luiz.EMP



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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Ter 29 Jan 2013 - 7:21

Eu também acho melhor a ideia de um canal oficial da Casa Imperial. Canais de monarquistas no Youtube já existem aos montes, seguindo essas mesmas ideias. E claro, é sempre bom ter mais um, para ajudar a divulgar a causa. Mas o que falta mesmo é um meio de comunicação entre a Casa Imperial e os monarquistas (ou mesmo a população, em geral).

Aliás, o que falta ao monarquismo no Brasil são somente duas coisas: maior organização da Casa Imperial (para essas questões), e maior organização dos próprios monarquistas. O movimento não é algo organizado. Não existe um órgão central responsável. Só existem associações monarquistas independentes e separadas, bem como alguns círculos monárquicos bastante espalhados. A grande maioria desses não têm qualquer contato com a Casa Imperial.

Eu sempre digo que a gente precisa olhar para Portugal, como exemplo. O movimento monarquista lá tem a Casa Real como centro. Todo o resto está ligado, de alguma maneira, à própria Casa Real. O PPM, a Causa Real, vários outros grupos, etc, todos se relacionam bem. Não tem um diretório central do movimento monarquista (o que eu acho que seria ideal aqui), mas ainda asism é muito mais organizado que por aqui.

Eu sempre disse que o ideal seria que houvesse um Círculo Monárquico (CM) em cada município — ou seja, haveriam 5570 círculos, ao todo. Todos com um regimento parecido. E todos ligados diretamente à Casa Imperial. Talvez seja um pouco de fantasia da minha parte, mas o que eu sempre imaginei foi que os CMs tivessem um presidente e uma diretoria. A diretoria seria eleita em chapa, para mandatos fixos, pelos membros registrados, para administrar o círculo. Um diretor-geral, um diretor social, um diretor financeiro etc. O presidente já atuaria como representante direto da Casa Imperial no município, sendo nomeado pelo próprio Chefe da Casa Imperial, por sugestão da diretoria do CM. Algo muito parecido com a situação Canadense, onde o Governador-Geral é nomeado pela rainha após sugestão do primeiro-ministro.

A partir daí, a função do CM seria mais social que política. Eu até entendo que muitos monarquistas gostem da ideia que a única coisa que nós temos em comum com o PT é militância. Mas, pessoalmente, isso não me agrada nem um pouco. Militância política é a coisa mais chata que existe. Eles incomodam, fazem barulho, atrapalham o movimento e o sossego em centros urbanos. Tinha uma época que todo monarquista falava em fazer panfletagem nos municípios. Isso sempre me desagradou, por um motivo muito simples: panfletagem não funciona. Você imprime 1000 panfletos e distribui. Uns 900 vão parar no lixo. Isso se eles chegarem numa lixeira. Muita gente vai, simplesmente, jogar o papel no chão. E aí os monarquistas ficam com fama de porcos, poluindo a cidade. Panfletagem funciona para estabelecimentos comerciais. Se uma loja quer vender um produto por R$2000,00 e imprime 1000 panfletos por R$1,00 cada, não importa se 900 forem para o lixo. Basta uma pessoa se interessar e ir comprar, que eles já vão ter lucro.

Eu acho que a função social do movimento é mais importante. Antes de ser um Chefe de Estado, o monarca é um chefe da nação. Essa tragédia em Santa Maria é o melhor exemplo do que eu estou falando. Se o movimento fosse organizado, e houvesse um CM ligado à Casa Imperial por lá, as coisas seriam mais rápidas. O Presidente do CM iria ligar para a Casa Imperial o mais rápido possível, e concordar em uma mensagem, que ele editaria e mandaria para os membros do CM o mais rápido possível. A partir daí, os monarquistas locais poderiam organizar um mutirão de voluntários e ir restar assistência às vítimas e às famílias. Quanto tempo o Chefe da Casa Imperial iria demorar para se manifestar não seria um problema. Como o CM é ligado diretamente à Casa Imperial, já teria havido um pronunciamento oficial. Talvez até mesmo uma viagem dos príncipes à região já teria sido agendada.

Essa função social é muito mais importante que a função política. É muito mais interessante que o movimento funcione como um clube social, onde monarquistas (e mesmo interessados que ainda não sejam monarquistas) possam se reunir, discutir ideias, ajudar a comunidade etc. O Presidente do CM teria uma função mais ativa em sua comunidade, representando o Chefe da Casa Imperial em eventos como casamentos, aniversários, velórios, etc. Ou mesmo servindo como braço da Casa Imperial ao parabenizar prefeitos e vereadores eleitos, jovens que passaram no vestibular, casais por terem um filho etc. Imaginem como seria interessante se, em cada aniversário do Chefe da Casa Imperial, os monarquistas se reunissem no CM, para que o Presidente pudesse — sentado em uma espécie de trono, como representante legítimo da Casa Imperial — ler uma mensagem escrita pelo próprio príncipe, e enviada a todos os CMs alguns dias antes.

A nível estadual, poderiam haver Diretórios Monárquicos, organizados da mesma maneira que os CMs. A nível nacional, poderia haver um Diretório Central, ou mesmo uma Assembleia Monarquista, com membros eleitos diretamente pelos monarquistas. A única diferença seria que, a nível nacional, não seria necessário um presidente como representante da Casa Imperial. O próprio Chefe da Casa Imperial poderia cumprir esse papel.

A política é importante, sim, já que, sem ela, nunca haverá restauração. Mas eu acredito que a posição de chefe social da nação, exercida pelo monarca, é mais importante que a posição de chefe político do Estado. Se for para fazer política, é melhor esquecer a monarquia e lançar um partido com Dom Luiz como candidato a presidente de uma vez.
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Victor Britto Camello
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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Ter 29 Jan 2013 - 10:07

Luiz.EMP escreveu:
Eu também acho melhor a ideia de um canal oficial da Casa Imperial. Canais de monarquistas no Youtube já existem aos montes, seguindo essas mesmas ideias. E claro, é sempre bom ter mais um, para ajudar a divulgar a causa. Mas o que falta mesmo é um meio de comunicação entre a Casa Imperial e os monarquistas (ou mesmo a população, em geral).

Aliás, o que falta ao monarquismo no Brasil são somente duas coisas: maior organização da Casa Imperial (para essas questões), e maior organização dos próprios monarquistas. O movimento não é algo organizado. Não existe um órgão central responsável. Só existem associações monarquistas independentes e separadas, bem como alguns círculos monárquicos bastante espalhados. A grande maioria desses não têm qualquer contato com a Casa Imperial.

Eu sempre digo que a gente precisa olhar para Portugal, como exemplo. O movimento monarquista lá tem a Casa Real como centro. Todo o resto está ligado, de alguma maneira, à própria Casa Real. O PPM, a Causa Real, vários outros grupos, etc, todos se relacionam bem. Não tem um diretório central do movimento monarquista (o que eu acho que seria ideal aqui), mas ainda asism é muito mais organizado que por aqui.

Eu sempre disse que o ideal seria que houvesse um Círculo Monárquico (CM) em cada município — ou seja, haveriam 5570 círculos, ao todo. Todos com um regimento parecido. E todos ligados diretamente à Casa Imperial. Talvez seja um pouco de fantasia da minha parte, mas o que eu sempre imaginei foi que os CMs tivessem um presidente e uma diretoria. A diretoria seria eleita em chapa, para mandatos fixos, pelos membros registrados, para administrar o círculo. Um diretor-geral, um diretor social, um diretor financeiro etc. O presidente já atuaria como representante direto da Casa Imperial no município, sendo nomeado pelo próprio Chefe da Casa Imperial, por sugestão da diretoria do CM. Algo muito parecido com a situação Canadense, onde o Governador-Geral é nomeado pela rainha após sugestão do primeiro-ministro.

A partir daí, a função do CM seria mais social que política. Eu até entendo que muitos monarquistas gostem da ideia que a única coisa que nós temos em comum com o PT é militância. Mas, pessoalmente, isso não me agrada nem um pouco. Militância política é a coisa mais chata que existe. Eles incomodam, fazem barulho, atrapalham o movimento e o sossego em centros urbanos. Tinha uma época que todo monarquista falava em fazer panfletagem nos municípios. Isso sempre me desagradou, por um motivo muito simples: panfletagem não funciona. Você imprime 1000 panfletos e distribui. Uns 900 vão parar no lixo. Isso se eles chegarem numa lixeira. Muita gente vai, simplesmente, jogar o papel no chão. E aí os monarquistas ficam com fama de porcos, poluindo a cidade. Panfletagem funciona para estabelecimentos comerciais. Se uma loja quer vender um produto por R$2000,00 e imprime 1000 panfletos por R$1,00 cada, não importa se 900 forem para o lixo. Basta uma pessoa se interessar e ir comprar, que eles já vão ter lucro.

Eu acho que a função social do movimento é mais importante. Antes de ser um Chefe de Estado, o monarca é um chefe da nação. Essa tragédia em Santa Maria é o melhor exemplo do que eu estou falando. Se o movimento fosse organizado, e houvesse um CM ligado à Casa Imperial por lá, as coisas seriam mais rápidas. O Presidente do CM iria ligar para a Casa Imperial o mais rápido possível, e concordar em uma mensagem, que ele editaria e mandaria para os membros do CM o mais rápido possível. A partir daí, os monarquistas locais poderiam organizar um mutirão de voluntários e ir restar assistência às vítimas e às famílias. Quanto tempo o Chefe da Casa Imperial iria demorar para se manifestar não seria um problema. Como o CM é ligado diretamente à Casa Imperial, já teria havido um pronunciamento oficial. Talvez até mesmo uma viagem dos príncipes à região já teria sido agendada.

Essa função social é muito mais importante que a função política. É muito mais interessante que o movimento funcione como um clube social, onde monarquistas (e mesmo interessados que ainda não sejam monarquistas) possam se reunir, discutir ideias, ajudar a comunidade etc. O Presidente do CM teria uma função mais ativa em sua comunidade, representando o Chefe da Casa Imperial em eventos como casamentos, aniversários, velórios, etc. Ou mesmo servindo como braço da Casa Imperial ao parabenizar prefeitos e vereadores eleitos, jovens que passaram no vestibular, casais por terem um filho etc. Imaginem como seria interessante se, em cada aniversário do Chefe da Casa Imperial, os monarquistas se reunissem no CM, para que o Presidente pudesse — sentado em uma espécie de trono, como representante legítimo da Casa Imperial — ler uma mensagem escrita pelo próprio príncipe, e enviada a todos os CMs alguns dias antes.

A nível estadual, poderiam haver Diretórios Monárquicos, organizados da mesma maneira que os CMs. A nível nacional, poderia haver um Diretório Central, ou mesmo uma Assembleia Monarquista, com membros eleitos diretamente pelos monarquistas. A única diferença seria que, a nível nacional, não seria necessário um presidente como representante da Casa Imperial. O próprio Chefe da Casa Imperial poderia cumprir esse papel.

A política é importante, sim, já que, sem ela, nunca haverá restauração. Mas eu acredito que a posição de chefe social da nação, exercida pelo monarca, é mais importante que a posição de chefe político do Estado. Se for para fazer política, é melhor esquecer a monarquia e lançar um partido com Dom Luiz como candidato a presidente de uma vez.

Para mim, todas essas questões sociais que o senhor apontou são parte da Politica. Não vejo distinção. Eu concordo que panfletos seriam poluidores e não dariam uma imagem boa à monarquia, mas militancia nas ruas, com bandeira na mão e gente alegre simplesmente explicanod à população interessada (pq um bando de doidos uniformizados com uma bandeira gigante na mão da época do Império atrai olhos e atenção) sobre a monarquia e suas vantagens atuais é uma grande contribuição ao movimento.

Pra mim, é muito perigoso endeusar um Presidente, fazendo dele um representante direto do Principe, com direito a trono e tudo. Pra mim deveria ser mais como um parlamento, ele sendo "Primeiro" entre os "Ministros". Creio que qualquer outra coisa seria fantasioso e daria uma imagem ruim do movimento para os de fora. Eu particularmente não iria sentar em um trono, não tendo direito algum a trono algum, nem acho apropriado alguem me fazer reverencia. Somos monarquistas, não imperadores. Essa é minha opinião acerca disso.

Eu queria que os Nucleos e Circulos Monárquicos fossem orgãos independente, mais ou menos na base que você disse agora. Talvez as lideranças de cada Nucleo ou CM comporia um Diretório Estadual, e um lider eleito de cada diretório representaria o grupo Regionalmente, e um lider eleito Regionalmente representaria os seus Nacionalmente, formando uma especie de "Parlamento Monarquico Nacional". Coordenando os monarquistas da nação, mantendo, contudo, sua independencia. Essa ideia não é minha, mas acho uma boa ideia...

Sobre a FI e os Presidentes ficarem atentos para ocasiões do dia a dia de seus cidadãos, acho até uma boa, mas não vejo como essencial. Pra mim as três coisas essenciais é a Organização dos monarquistas, a Militância nas ruas e a Educação, não necessariamente nessa ordem lol.
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Luiz.EMP



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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Ter 29 Jan 2013 - 12:46

Victor Britto Camello escreveu:
Para mim, todas essas questões sociais que o senhor apontou são parte da Politica. Não vejo distinção. Eu concordo que panfletos seriam poluidores e não dariam uma imagem boa à monarquia, mas militancia nas ruas, com bandeira na mão e gente alegre simplesmente explicanod à população interessada (pq um bando de doidos uniformizados com uma bandeira gigante na mão da época do Império atrai olhos e atenção) sobre a monarquia e suas vantagens atuais é uma grande contribuição ao movimento.

O grande problema é que isso causa poluição, também. Poluição sonora, visual etc. Essas coisas são chatas. A gente vê essas manifestações em favor disso ou daquilo. Um "bando de doidos" (como você mesmo disse) balançando bandeiras, gritando, etc. não pega bem. A grande maioria das pessoas vai passar o mais longe possível, muitos se sentindo incomodados, reclamando. Outros poucos vão parar para escutar, alguns vão achar interessante, sem dúvidas. Eles vão para casa, vão esquecer disso tudo rápido, e pronto. Talvez um ou dois se interessem mais a fundo, comecem a pesquisar mais. Mas as necessidades diárias deles provavelmente os farão esquecer.

Uma vez eu convenci um amigo meu que a monarquia era a melhor ideia para o país. Ele ficou interessado, come;cou a ler mais. Depois eu acabei perdendo um pouco de contato com ele. Quando fui conversar com ele de novo ano passado, ele tinha mudado completamente de ideia. Tinha virado integralista e tudo mais.

Esse tipo de militância, embora pareça bonito a princípio, não pega. Funciona para partidos políticos porque a campanha eleitoral é curta. Eles têm que convencer o eleitor por poucos meses. E a campanha continua até o dia da eleição, então o eleitor é continuamente lembrado das propostas de cada candidato.

Para a gente, isso não pega. A não ser que se faça uma manifestação por dia. A gente vê manifestações todo dia sobre direitos de gays, MST, questões evangélicas etc. A grande maioria das pessoas reclama disso. O que funciona mesmo é presença. É o movimento monarquista estar presente em casamentos, eventos nos municípios, etc. É a Casa Imperial se manifestar em casos polêmicos (crises de corrupção, por exemplo). É o movimento monarquista com voluntários ajudar em tragédias etc.

Eu acho que camisetas, adesivos nos carros, bonés, uma bandeira imperial hasteada em cada casa, etc, são ótimas ideias. Mas um bando de gente gritando nas ruas atrapalhando o sossego das pessoas é ruim, para qualquer movimento. Deixa as pessoas com raiva, incomodadas, etc. Por exemplo, a causa (campanha anti-aborto) é nobre, mas você realmente acha que as pessoas que eles pararam no vídeo a seguir não se sentiram incomodadas?



E tem a pior parte: com certeza vai aparecer alguém para criticar ou começar uma discussão. Tem um vídeo desses da TFP nos EUA, com várias pessoas parando eles e gritando, aí eles gritam de novo. É uma confusão danada. E quem passa na rua só pensa uma coisa: um bando de doidos discutindo entre si.

Por mim, nada disso aí funciona.

Citação :
Pra mim, é muito perigoso endeusar um Presidente, fazendo dele um representante direto do Principe, com direito a trono e tudo. Pra mim deveria ser mais como um parlamento, ele sendo "Primeiro" entre os "Ministros". Creio que qualquer outra coisa seria fantasioso e daria uma imagem ruim do movimento para os de fora. Eu particularmente não iria sentar em um trono, não tendo direito algum a trono algum, nem acho apropriado alguem me fazer reverencia. Somos monarquistas, não imperadores. Essa é minha opinião acerca disso.

O grande problema é que a gente precisa ser realista. O Brasil é um país de dimensões continentais. Seria excelente se os príncipes pudessem se auto-representar em todas as cidades brasileiras, em festas ao longo do ano e tudo mais. Mas não dá. São 5570 municípios. Os príncipes ativos na causa e mais conhecidos são Dom Luiz, Dom Betrand, Dom Antônio e Dom Rafael. E todos eles têm afazeres para cumprir, eles não podem representar a Casa Imperial a todo momento.

Se a gente comparar com Portugal, por exemplo, a diferença fica clara. Dom Duarte está em todos os eventos, mesmo em cidades pequenas. Mas Portugal é um país pequeno, com uma população pequena e menos de 300 cidades. É fácil para ele se organizar dessa forma.

Se a gente pegar monarquias em países maiores, como o Canadá, a Austrália, ou mesmo o Reino Unido (que é pequeno em área, mas possui uma população enorme), a gente vê uma situação parecida com a que eu disse antes.

Pegando o Reino Unido, primeiro, como exemplo, a gente vê que em cada condado (que é o mais próximo de um 'município' por lá, no sentido que a gente usa por aqui) existe o Lord Lieutenant, que é o representante direto da Rainha naquele condado. Se a gente vê as funções dos Lords Lieutenant (fonte: Wikipedia), são basicamente as mesmas coisas que eu propus:

    “Lord-lieutenants are the monarch's representatives in their lieutenancy. It is their foremost duty to uphold the dignity of the Crown, and in so doing they seek to promote a spirit of co-operation and good atmosphere by the time they give to voluntary and benevolent organisations and by the interest they take in the business and social life of their counties.

    The modern responsibilities of lord-lieutenants include:
    • Arranging visits of members of the Royal family and escorting royal visitors;
    • Presenting medals and awards on behalf of the Sovereign, and advising on Honours nominations;
    • Participating in civic, voluntary and social activities within the lieutenancy;
    • Liaising with local units of the Royal Navy, Royal Marines, Army, Royal Air Force and their associated cadet forces;
    • Leading the local magistracy as chairman of the Advisory Committee on Justices of the Peace; and
    • Chairing the local Advisory Committee for the Appointment of the General Commissioners of Income Tax, a tribunal which hears appeals against decisions made by the HM Revenue and Customs on a variety of different tax related matters.

    As the sovereign's representative in his or her county, the lord-lieutenant remains non-political and does not hold office in any political party. They are appointed for life, although the customary age of retirement is 75 and the sovereign may remove them.”


Como representantes da Rainha na esfera local, eles recebem toda a pompa, com uniforme de corte e tudo mais. Representam a Rainha diretamente em eventos, indicam cidadãos locais para receberem comendas (e as entregam pessoalmente, em nome da Rainha), recebem membros da família real em visitas etc. Mas as funções deles são simbólicas e sociais. Eles não têm poder político. Por exemplo, eles não podem demitir um prefeito ou dissolver o conselho legislativo municipal.

No caso do Canadá, não existem representantes reais a nível local (infelizmente), mas existem representantes reais em todas as províncias e a nível federal. Eles são todos pessoas comuns. E representam a Rainha em suas províncias. E sim, para fazer o discurso de abertura do parlamento local, eles todos se sentam no trono e discursam em noma da Rainha:





Na Austrália e na Nova Zelândia é a mesma situação. A diferença são os nomes. No Canadá, o representante real a nível federal é chamado Governador-geral (Governor General), e os representantes a nível provincial são chamados Vice-Governadores (Lieutenant Governor). Na Australia é Governador-Geral (Governor-General) a nível federal, e simplesmente Governador (Governor) a nível estadual. Na Nova Zelândia só há um Governador-Geral.

A questão dos tronos parece uma questão polêmica, mas não é. As pessoas, em geral, acham que o trono é uma cadeira sagrada, que só o monarca pode usar, e quando bem entender. Mas a verdade não é essa. O trono é simplesmente uma forma de o Chefe de Estado passar mensagens a quem quer que seja. E só é usado em certas ocasiões. Se o monarca estiver presente, ele usa o trono. Se não, o seu mais alto representante na área o usa.

Isso é, inclusive, uma tradição da monarquia brasileira, embora muitos monarquistas desconheçam esse fato. A Princesa Isabel, o Regente Feijó e o Regente Araújo Lima todos utilizaram o trono para se dirigir ao parlamento imperial, como representantes máximos do Imperador em cada momento. E a nível provincial, todos os presidentes de província faziam o mesmo, embora não se chamasse fala do trono, mas simplesmente relatório provincial. Em cada Assembleia Legislativa, a sessão era aberta pelo presidente, que era nomeado pelo próprio imperador.

Logo não é nem um pouco estranho outras pessoas utilizarem o trono em nome do monarca. Isso sempre aconteceu, e sempre foi comum. Mas se esse é o grande problema, elimina-se a ideia dos tronos, sem qualquer problema, deixando o resto.

Citação :
Eu queria que os Nucleos e Circulos Monárquicos fossem orgãos independente, mais ou menos na base que você disse agora. Talvez as lideranças de cada Nucleo ou CM comporia um Diretório Estadual, e um lider eleito de cada diretório representaria o grupo Regionalmente, e um lider eleito Regionalmente representaria os seus Nacionalmente, formando uma especie de "Parlamento Monarquico Nacional". Coordenando os monarquistas da nação, mantendo, contudo, sua independencia. Essa ideia não é minha, mas acho uma boa ideia...

Essa é basicamente a minha ideia também. Órgãos locais (municipais) independentes, mas com uma organização parecida, organizados em Diretórios Estaduais e Nacional. Só não dá para ser um líder por município, porque o Diretório Monárquico de Minas ia acabar com 853 representantes, o que é bastante exagerado.

Citação :
Sobre a FI e os Presidentes ficarem atentos para ocasiões do dia a dia de seus cidadãos, acho até uma boa, mas não vejo como essencial. Pra mim as três coisas essenciais é a Organização dos monarquistas, a Militância nas ruas e a Educação, não necessariamente nessa ordem lol.

Eu já discordo disso. É a questão mais essencial. Política não é uma coisa que está na cabeça da população, em geral. Pessoas pensam nisso durante eleições, e quando algo grande surge na mídia (escândalos de corrupção, por exemplo). Fora isso, política não é relevante no dia-a-dia das pessoas. Ou seja, essas coisas não ficam na cabeça das pessoas. O que houve de manifestação contra Belo Monte no país inteiro, por exemplo. E essas manifestações, embora eu discorde das ideias defendidas, foram eficientes. Convenceram muitos leigos a serem contra a obra. Mas foi isso. As pessoas convencidas protestaram um pouco. Depois tudo parou. O mesmo com a transposição do rio São Francisco.

Ou seja, militância política é uma grande perda de tempo. A gente pode organizar a maior passeata, fazer palestras nas ruas e tudo mais. Talvez a gente convença algumas pessoas. Aliás, com certeza, várias pessoas ficariam convencidas. Mas se passar uma, duas semanas, elas esquecem. Não é algo prioritário para ficar nas mentes delas para sempre.

Se o Brasil fosse um país pequeno (do tamanho do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo), o que eu proporia seria diferente. Seria que os próprios príncipes se representassem em eventos e tudo mais. Como é em Portugal, aliás. Dom Duarte frequenta feiras folclóricas, festas de vinhos, literárias, casamentos, festas cívicas etc. E no país todo. Mesmo em eventos pequenos em algumas vilas. Mas como o Brasil não é assim, parte dessa responsabilidade acaba recaindo sobre os monarquistas.

É isso que as pessoas consideram. Um "bando de doidos" monarquistas fizeram uma passeata na Avenida paulista? Legal, mas amanhã isso deixa de ser relevante. Os príncipes foram ao meu casamento, participaram de uma bienal do livro ou de uma festa folclórica numa pequena cidade no interior do país? Isso sim, quem esteve envolvido não vai esquecer. E aí, sim, eles vão pesquisar, procurar o círculo monárquico da cidade, procurar fóruns como esse na internet, etc.

E você mencionou três coisas, mas listou só duas. Qual é a terceira?
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Victor Britto Camello
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MensagemAssunto: Re: Criação de um canal no Youtube   Ter 29 Jan 2013 - 13:43

Primeiro de tudo: PQP, que post imenso! O senhor está de parabens!! Irei responder com cuidado tudo que o senhor falou


Luiz.EMP escreveu:


O grande problema é que isso causa poluição, também. Poluição sonora, visual etc. Essas coisas são chatas. A gente vê essas manifestações em favor disso ou daquilo. Um "bando de doidos" (como você mesmo disse) balançando bandeiras, gritando, etc. não pega bem. A grande maioria das pessoas vai passar o mais longe possível, muitos se sentindo incomodados, reclamando. Outros poucos vão parar para escutar, alguns vão achar interessante, sem dúvidas. Eles vão para casa, vão esquecer disso tudo rápido, e pronto. Talvez um ou dois se interessem mais a fundo, comecem a pesquisar mais. Mas as necessidades diárias deles provavelmente os farão esquecer.

Uma vez eu convenci um amigo meu que a monarquia era a melhor ideia para o país. Ele ficou interessado, come;cou a ler mais. Depois eu acabei perdendo um pouco de contato com ele. Quando fui conversar com ele de novo ano passado, ele tinha mudado completamente de ideia. Tinha virado integralista e tudo mais.

Esse tipo de militância, embora pareça bonito a princípio, não pega. Funciona para partidos políticos porque a campanha eleitoral é curta. Eles têm que convencer o eleitor por poucos meses. E a campanha continua até o dia da eleição, então o eleitor é continuamente lembrado das propostas de cada candidato.

Para a gente, isso não pega. A não ser que se faça uma manifestação por dia. A gente vê manifestações todo dia sobre direitos de gays, MST, questões evangélicas etc. A grande maioria das pessoas reclama disso. O que funciona mesmo é presença. É o movimento monarquista estar presente em casamentos, eventos nos municípios, etc. É a Casa Imperial se manifestar em casos polêmicos (crises de corrupção, por exemplo). É o movimento monarquista com voluntários ajudar em tragédias etc.

Realmente, talvez a resposta mais correta realmente não seja esse. Temos que conseguir visibilidade nacional. Uma forma de fazer isso é a FI e seus representantes agirem mais dentro do dia a dia de seus cidadãos e permanecer em contato com eles. É a FI fazer videos regulares falando de eventos no país e seu parecer sobre eles. Nunca vi a FI se manifestar pedindo aos brasileiros para se voluntariar na ajuda de vítimas de inundações, nem vi eles pedirem alimento ou doaçoes do genero para tais vitimas. Não dizendo que eles não se IMPORTEM, mas que eles devem criar o costume de fazer esse tipo de exigencia popular e ajudarem tambem eles mesmos como puderem.

Luiz.EMP escreveu:

Eu acho que camisetas, adesivos nos carros, bonés, uma bandeira imperial hasteada em cada casa, etc, são ótimas ideias. Mas um bando de gente gritando nas ruas atrapalhando o sossego das pessoas é ruim, para qualquer movimento. Deixa as pessoas com raiva, incomodadas, etc. Por exemplo, a causa (campanha anti-aborto) é nobre, mas você realmente acha que as pessoas que eles pararam no vídeo a seguir não se sentiram incomodadas?


E tem a pior parte: com certeza vai aparecer alguém para criticar ou começar uma discussão. Tem um vídeo desses da TFP nos EUA, com várias pessoas parando eles e gritando, aí eles gritam de novo. É uma confusão danada. E quem passa na rua só pensa uma coisa: um bando de doidos discutindo entre si.

Por mim, nada disso aí funciona.

A voz daquele menino é bem irritante lol E pra mim, usar auto-falantes em qualquer lugar que não seja por razões de segurança é desnecessário e mal educado. Pra mim, se fosse feito passeata, seria algo calmo e cívico, com a pessoa pedindo com educação se a pessoa pudesse parar por um instante para ouvir sobre sua proposta de governo. Eu acho que a maioria realmente não levaria isso adiante, mas uma pequena minoria poderia se interessar mais e realmente ficar no movimento. E quem sabe, virar um dos nossos lideres no futuro.

Pra mim talvez o mais eficiente jeito de divulgarmos a monarquia por meio da militancia seria Palestras em escolas de ensino médio e em faculdades. Estou pensando em trabalhar em uma forma de fazer isso, mas acho que todos os esforços que possamos fazer para divulgar a monarquia é valida, desde que feita com respeito.

Luiz.EMP escreveu:

O grande problema é que a gente precisa ser realista. O Brasil é um país de dimensões continentais. Seria excelente se os príncipes pudessem se auto-representar em todas as cidades brasileiras, em festas ao longo do ano e tudo mais. Mas não dá. São 5570 municípios. Os príncipes ativos na causa e mais conhecidos são Dom Luiz, Dom Betrand, Dom Antônio e Dom Rafael. E todos eles têm afazeres para cumprir, eles não podem representar a Casa Imperial a todo momento.

Se a gente comparar com Portugal, por exemplo, a diferença fica clara. Dom Duarte está em todos os eventos, mesmo em cidades pequenas. Mas Portugal é um país pequeno, com uma população pequena e menos de 300 cidades. É fácil para ele se organizar dessa forma.

Se a gente pegar monarquias em países maiores, como o Canadá, a Austrália, ou mesmo o Reino Unido (que é pequeno em área, mas possui uma população enorme), a gente vê uma situação parecida com a que eu disse antes.

Pegando o Reino Unido, primeiro, como exemplo, a gente vê que em cada condado (que é o mais próximo de um 'município' por lá, no sentido que a gente usa por aqui) existe o Lord Lieutenant, que é o representante direto da Rainha naquele condado. Se a gente vê as funções dos Lords Lieutenant (fonte: Wikipedia), são basicamente as mesmas coisas que eu propus:

    “Lord-lieutenants are the monarch's representatives in their lieutenancy. It is their foremost duty to uphold the dignity of the Crown, and in so doing they seek to promote a spirit of co-operation and good atmosphere by the time they give to voluntary and benevolent organisations and by the interest they take in the business and social life of their counties.

    The modern responsibilities of lord-lieutenants include:
    • Arranging visits of members of the Royal family and escorting royal visitors;
    • Presenting medals and awards on behalf of the Sovereign, and advising on Honours nominations;
    • Participating in civic, voluntary and social activities within the lieutenancy;
    • Liaising with local units of the Royal Navy, Royal Marines, Army, Royal Air Force and their associated cadet forces;
    • Leading the local magistracy as chairman of the Advisory Committee on Justices of the Peace; and
    • Chairing the local Advisory Committee for the Appointment of the General Commissioners of Income Tax, a tribunal which hears appeals against decisions made by the HM Revenue and Customs on a variety of different tax related matters.

    As the sovereign's representative in his or her county, the lord-lieutenant remains non-political and does not hold office in any political party. They are appointed for life, although the customary age of retirement is 75 and the sovereign may remove them.”


Como representantes da Rainha na esfera local, eles recebem toda a pompa, com uniforme de corte e tudo mais. Representam a Rainha diretamente em eventos, indicam cidadãos locais para receberem comendas (e as entregam pessoalmente, em nome da Rainha), recebem membros da família real em visitas etc. Mas as funções deles são simbólicas e sociais. Eles não têm poder político. Por exemplo, eles não podem demitir um prefeito ou dissolver o conselho legislativo municipal.

No caso do Canadá, não existem representantes reais a nível local (infelizmente), mas existem representantes reais em todas as províncias e a nível federal. Eles são todos pessoas comuns. E representam a Rainha em suas províncias. E sim, para fazer o discurso de abertura do parlamento local, eles todos se sentam no trono e discursam em noma da Rainha:


Na Austrália e na Nova Zelândia é a mesma situação. A diferença são os nomes. No Canadá, o representante real a nível federal é chamado Governador-geral (Governor General), e os representantes a nível provincial são chamados Vice-Governadores (Lieutenant Governor). Na Australia é Governador-Geral (Governor-General) a nível federal, e simplesmente Governador (Governor) a nível estadual. Na Nova Zelândia só há um Governador-Geral.

A questão dos tronos parece uma questão polêmica, mas não é. As pessoas, em geral, acham que o trono é uma cadeira sagrada, que só o monarca pode usar, e quando bem entender. Mas a verdade não é essa. O trono é simplesmente uma forma de o Chefe de Estado passar mensagens a quem quer que seja. E só é usado em certas ocasiões. Se o monarca estiver presente, ele usa o trono. Se não, o seu mais alto representante na área o usa.

Isso é, inclusive, uma tradição da monarquia brasileira, embora muitos monarquistas desconheçam esse fato. A Princesa Isabel, o Regente Feijó e o Regente Araújo Lima todos utilizaram o trono para se dirigir ao parlamento imperial, como representantes máximos do Imperador em cada momento. E a nível provincial, todos os presidentes de província faziam o mesmo, embora não se chamasse fala do trono, mas simplesmente relatório provincial. Em cada Assembleia Legislativa, a sessão era aberta pelo presidente, que era nomeado pelo próprio imperador.

Logo não é nem um pouco estranho outras pessoas utilizarem o trono em nome do monarca. Isso sempre aconteceu, e sempre foi comum. Mas se esse é o grande problema, elimina-se a ideia dos tronos, sem qualquer problema, deixando o resto.

Creio que o problema nisto seria mais de que nós pareceriamos idiotas e pretensiosos para os leigos. O Reino Unido e a Commonwealth tem um aparato estatal que legitima e formaliza essa representação da Rainha. Ela é a Chefe de Estado do RU de facto. No caso do Brasil, somos, infelizmente, uma república, e fazermos nossos lideres sentarem em tronos vai parecer para os brasileiros em geral como se fossemos um bando de doido pretensiosos "brincando de reis". Eu acho essa tradição bonita, mas não acho que daria certo no Brasil sem estarmos realmente no Governo Brasileiro. A representação, sim, poderiamos fazer isso e acho que seria magnifico ter gente ativa representando a FI e participando fortemente no que acontece em seus estados, mas sem o trono. Essa é minha opinião.

Luiz.EMP escreveu:


Essa é basicamente a minha ideia também. Órgãos locais (municipais) independentes, mas com uma organização parecida, organizados em Diretórios Estaduais e Nacional. Só não dá para ser um líder por município, porque o Diretório Monárquico de Minas ia acabar com 853 representantes, o que é bastante exagerado.

Por isso que defendo um funilamento da representatividade. Não teriamos 853 representantes de Minas Gerais nacionalmente, os representantes dos municipios iriam eleger entre eles um representante Estadual único, e esse, junto dos outros do Sudeste, elegeriam um representante Regional, dai teriamos apenas 5 representantes Regionais no Conselho Nacional, que teriam que respoder aos representantes Estaduais, que responderiam aos representantes Municipais. O que acha?

Luiz.EMP escreveu:


Eu já discordo disso. É a questão mais essencial. Política não é uma coisa que está na cabeça da população, em geral. Pessoas pensam nisso durante eleições, e quando algo grande surge na mídia (escândalos de corrupção, por exemplo). Fora isso, política não é relevante no dia-a-dia das pessoas. Ou seja, essas coisas não ficam na cabeça das pessoas. O que houve de manifestação contra Belo Monte no país inteiro, por exemplo. E essas manifestações, embora eu discorde das ideias defendidas, foram eficientes. Convenceram muitos leigos a serem contra a obra. Mas foi isso. As pessoas convencidas protestaram um pouco. Depois tudo parou. O mesmo com a transposição do rio São Francisco.

Ou seja, militância política é uma grande perda de tempo. A gente pode organizar a maior passeata, fazer palestras nas ruas e tudo mais. Talvez a gente convença algumas pessoas. Aliás, com certeza, várias pessoas ficariam convencidas. Mas se passar uma, duas semanas, elas esquecem. Não é algo prioritário para ficar nas mentes delas para sempre.

Se o Brasil fosse um país pequeno (do tamanho do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo), o que eu proporia seria diferente. Seria que os próprios príncipes se representassem em eventos e tudo mais. Como é em Portugal, aliás. Dom Duarte frequenta feiras folclóricas, festas de vinhos, literárias, casamentos, festas cívicas etc. E no país todo. Mesmo em eventos pequenos em algumas vilas. Mas como o Brasil não é assim, parte dessa responsabilidade acaba recaindo sobre os monarquistas.

É isso que as pessoas consideram. Um "bando de doidos" monarquistas fizeram uma passeata na Avenida paulista? Legal, mas amanhã isso deixa de ser relevante. Os príncipes foram ao meu casamento, participaram de uma bienal do livro ou de uma festa folclórica numa pequena cidade no interior do país? Isso sim, quem esteve envolvido não vai esquecer. E aí, sim, eles vão pesquisar, procurar o círculo monárquico da cidade, procurar fóruns como esse na internet, etc.

Realmente, poderiamos pedir DL que ele aponte os seus representantes para fazer lugar dele em todos os assuntos dos municipios individuais. Seria algo a qual teremos que ficar de olho, mas acho a forma mais eficiente de fazer isso.

Luiz.EMP escreveu:

E você mencionou três coisas, mas listou só duas. Qual é a terceira?

1 - Organização dos monarquistas
2 - Militância nas ruas
3 - Educação

rs
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